Faltando apenas duas semanas para o grande dia, começam a ser realizadas reuniões de grande importância e influência para o Jogo, como a dessa última terça-feira, onde se encontraram blocos contendo algumas das maiores potências mundiais. O BRIC, juntamente com o Grupo dos Sete mais a Rússia, reuniram-se com o Afeganistão para discutir sobre o Conselho de Segurança, comitê que vem recebendo extremo destaque, tratando da retirada das tropas do Afeganistão.
Os Estados Unidos, que há pouco tempo recebeu uma proposta do Taliban a retirar-se do Afeganistão já que haviam sido derrotados e o invadido ilegalmente, esclareceu-nos algumas perguntas. Sendo representantes da ideia de democracia em contrapartida com as torturas de seus soldados no Afeganistão, afirmaram que essa não é uma questão discutível no Jogo, porém terão respostas e argumentos caso venha tornar-se discussão. Complementando com a seguinte afirmação: “O Taliban é inimigo de todos e afeta o mundo inteiro. Não é uma questão entre EUA e Taliban!”, ficou claro o pensamento norte-americano. Sua economia tem sido extremamente afetada, mas não fragilizada, no objetivo de “ajudar” o Afeganistão a reconstruir-se independentemente do Taliban. O que não é uma característica muito conhecida dos Estados Unidos. “Ajudar” a acabar com uma guerra que eles mesmos, direta ou indiretamente, influenciaram. Desarmar soldados que há tempos, eles mesmos armaram. A possibilidade de retirar as tropas do Afeganistão continua em andamento, analisando todas as circunstâncias. Mas o fato é que enquanto os EUA mantiverem a posição de sempre, de ambivalência, o imbróglio afegão só fará complicar-se, cada vez mais, ainda por muito tempo. Desde que houvesse alteração profunda e convincente, a partir da qual os afegãos pudessem realmente acreditar que os EUA admitirão que os afegãos controlem o próprio destino, rapidamente surgiriam modos para solucionar todos os demais impasses pontuais.
A possiblidade de discutir a respeito do petróleo que fora encontrado no Golfo Pérsico, não se concretizou. Segundo a delegada dos EUA, não há relações entre os assuntos, mesmo que venha a gerar invasões de países exploradores. Finalizaram afirmando que não acreditam em um possível avanço e perda de sua posição para outros blocos como o BRIC, que vem crescendo no Jogo.
A delegação da China, país que cresce em ‘velocidade luz’ e se impõe a cada dia com mais força no mercado internacional, quando questionada sobre o motivo pelo qual não desejam conflitos na Ásia, simplesmente alegou: “É errado querer a paz?”.
E a França? Estaria contradizendo sua posição, ora desejando a retirada imediata das tropas, ora apoiando a retirada gradativa e parcial... Realmente, vem mostrando-se indecisa e incompatível aos fatos reais.
O Brasil e o restante dos países, após ouvirem os interesses do próprio Afeganistão na reunião, decidiram que a melhor saída para a situação devastadora do país, é ajudá-lo a reconstruir-se e não somente retirar as tropas da ISAF. Aguardemos! 








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