Hoje, dia 28 de Setembro, a reunião que deveria ser do G8 não aconteceu. Na verdade, a reunião foi realizada pelos Estados Unidos e Japão, apenas. A participação do Afeganistão acabou gerando polêmica e intriga entre os países que pareciam estar bastante unidos.
A Federação Russa recusou incluir-se na reunião sem a participação do Brasil e China, seus aliados no Conselho de Segurança. “Se os Estados Unidos podem convidar seus aliados, a Rússia também pode.” Porém, os Estados Unidos impondo mais uma vez sua autoridade, não permitiu. Estariam os Estados Unidos temendo a influência que a China, sendo a segunda maior economia do mundo, poderia gerar no Grupo?
A relação norte-americana com a delegação brasileira deve envolver mais conflitos e consequentemente maior cooperação. O crescimento econômico e a maior projeção conquistada pelo Brasil no cenário internacional nos últimos anos, aliados a uma política externa mais independente, devem fazer com que divergências entre os dois países sejam cada vez mais comuns, segundo os analistas.
"Não há dúvida de que a transformação das relações entre os Estados Unidos e o Brasil foi impulsionada pelas transformações no Brasil. Não apenas o crescimento da economia brasileira, mas também a maior projeção do país internacionalmente, significa que estamos nos chocando com o Brasil em áreas em que o Brasil antes não estava presente, mas agora está", disse o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon.
O diretor do programa de estudos de América Latina da Universidade Johns Hopkins, Riordan Roett, também afirma que, no futuro, as relações entre Estados Unidos e Brasil serão cada vez mais semelhantes às que Washington mantém com Rússia, China ou Índia. Entre as áreas em que há probabilidade de divergências, os analistas citam o comércio, especialmente no setor agrícola, em que questões como os subsídios pagos pelos Estados Unidos a seus produtores rurais já são motivo de conflito.
Segundo Hakim, o programa nuclear brasileiro também pode provocar divergências no futuro. "Poderia facilmente escalar para um conflito, especialmente se o Brasil aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio", afirma.
A China que ora demonstra amizade com os Estados Unidos, sendo a segunda maior economia do mundo e podendo os superar a qualquer momento próximo, talvez amedronte a potência, que por esse motivo impediu sua integração na reunião. No presente momento a maior potência mundial é os EUA, e a economia que mais desenvolve é a China, essas têm estabelecido uma relação harmoniosa, apesar de gerar certa desconfiança de um possível foco de tensão.
Essa harmonia reflete a forte dependência recíproca dos países, os Estados Unidos necessitam de mão-de-obra barata e outros atrativos oferecidos na China, por outro lado a economia chinesa depende dos investimentos norte-americanos que propicia o avanço econômico do país oriental, e também por causa das importações americanas que absorve grande quantidade de produtos chineses. É exatamente neste contexto o início de uma possível divergência, pois essas transações comerciais têm ocasionado um superávit de aproximadamente 200 milhões de dólares, mas por outro lado a balança comercial norte-americana fica com um saldo negativo na balança comercial, agora resta saber até quando a economia suporta o déficit comercial.
Esses fatos afirmam que os interesses econômicos sempre colocam em foco a supremacia geopolítica mundial no quais os países adotam medidas protecionistas, temendo perder sua hegemonia.
Com o G8 dividido, e sem a presença da Rússia, forte influência no cenário econômico, como ficará a situação do bloco? Para Moscou, que encontrou uma nova força com sua riqueza no setor de combustíveis, sendo muito importante retomar uma boa relação bilateral com Washington para realçar o status internacional e colocar à margem os europeus.
Os Estados Unidos têm buscado ajudar na reconstrução do Afeganistão, e segundo a delegada norte-americana, a reunião de hoje fora justamente para discutir investimentos a serem realizados no país, que desde 2001 vem sendo submetido ao domínio do Taliban. As propostas são de combate ao terrorismo (o que tem gerado momentos de tensão entre Washington e Cabul, devido às pressões americanas para que o Governo de Karzai tome medidas contra a extensa corrupção, um dos fatores que os analistas apontam como principal causa no aumento da popularidade Taliban entre a população afegã) e à pobreza; investimentos na educação, saúde e na valorização da mulher afegã, com o intuito de que após a retirada gradativa das tropas, o que já está praticamente oficializado, o Afeganistão tenha capacidade de manter-se e sustentar-se economicamente independente.
O projeto foi aprovado sem grandes complicações, intencionando a exclusão da possibilidade de veto por parte de outros países, como a Rússia.
Aparentemente, com essas reais medidas a serem tomadas, acredita-se na possibilidade de mudança na situação do Afeganistão.
A Federação Russa recusou incluir-se na reunião sem a participação do Brasil e China, seus aliados no Conselho de Segurança. “Se os Estados Unidos podem convidar seus aliados, a Rússia também pode.” Porém, os Estados Unidos impondo mais uma vez sua autoridade, não permitiu. Estariam os Estados Unidos temendo a influência que a China, sendo a segunda maior economia do mundo, poderia gerar no Grupo?
A relação norte-americana com a delegação brasileira deve envolver mais conflitos e consequentemente maior cooperação. O crescimento econômico e a maior projeção conquistada pelo Brasil no cenário internacional nos últimos anos, aliados a uma política externa mais independente, devem fazer com que divergências entre os dois países sejam cada vez mais comuns, segundo os analistas.
"Não há dúvida de que a transformação das relações entre os Estados Unidos e o Brasil foi impulsionada pelas transformações no Brasil. Não apenas o crescimento da economia brasileira, mas também a maior projeção do país internacionalmente, significa que estamos nos chocando com o Brasil em áreas em que o Brasil antes não estava presente, mas agora está", disse o embaixador americano em Brasília, Thomas Shannon.
O diretor do programa de estudos de América Latina da Universidade Johns Hopkins, Riordan Roett, também afirma que, no futuro, as relações entre Estados Unidos e Brasil serão cada vez mais semelhantes às que Washington mantém com Rússia, China ou Índia. Entre as áreas em que há probabilidade de divergências, os analistas citam o comércio, especialmente no setor agrícola, em que questões como os subsídios pagos pelos Estados Unidos a seus produtores rurais já são motivo de conflito.
Segundo Hakim, o programa nuclear brasileiro também pode provocar divergências no futuro. "Poderia facilmente escalar para um conflito, especialmente se o Brasil aumentar sua capacidade de enriquecimento de urânio", afirma.
A China que ora demonstra amizade com os Estados Unidos, sendo a segunda maior economia do mundo e podendo os superar a qualquer momento próximo, talvez amedronte a potência, que por esse motivo impediu sua integração na reunião. No presente momento a maior potência mundial é os EUA, e a economia que mais desenvolve é a China, essas têm estabelecido uma relação harmoniosa, apesar de gerar certa desconfiança de um possível foco de tensão.
Essa harmonia reflete a forte dependência recíproca dos países, os Estados Unidos necessitam de mão-de-obra barata e outros atrativos oferecidos na China, por outro lado a economia chinesa depende dos investimentos norte-americanos que propicia o avanço econômico do país oriental, e também por causa das importações americanas que absorve grande quantidade de produtos chineses. É exatamente neste contexto o início de uma possível divergência, pois essas transações comerciais têm ocasionado um superávit de aproximadamente 200 milhões de dólares, mas por outro lado a balança comercial norte-americana fica com um saldo negativo na balança comercial, agora resta saber até quando a economia suporta o déficit comercial.
Esses fatos afirmam que os interesses econômicos sempre colocam em foco a supremacia geopolítica mundial no quais os países adotam medidas protecionistas, temendo perder sua hegemonia.
Com o G8 dividido, e sem a presença da Rússia, forte influência no cenário econômico, como ficará a situação do bloco? Para Moscou, que encontrou uma nova força com sua riqueza no setor de combustíveis, sendo muito importante retomar uma boa relação bilateral com Washington para realçar o status internacional e colocar à margem os europeus.
Os Estados Unidos têm buscado ajudar na reconstrução do Afeganistão, e segundo a delegada norte-americana, a reunião de hoje fora justamente para discutir investimentos a serem realizados no país, que desde 2001 vem sendo submetido ao domínio do Taliban. As propostas são de combate ao terrorismo (o que tem gerado momentos de tensão entre Washington e Cabul, devido às pressões americanas para que o Governo de Karzai tome medidas contra a extensa corrupção, um dos fatores que os analistas apontam como principal causa no aumento da popularidade Taliban entre a população afegã) e à pobreza; investimentos na educação, saúde e na valorização da mulher afegã, com o intuito de que após a retirada gradativa das tropas, o que já está praticamente oficializado, o Afeganistão tenha capacidade de manter-se e sustentar-se economicamente independente.
O projeto foi aprovado sem grandes complicações, intencionando a exclusão da possibilidade de veto por parte de outros países, como a Rússia.
Aparentemente, com essas reais medidas a serem tomadas, acredita-se na possibilidade de mudança na situação do Afeganistão.
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