O BRIC reuniu-se com a União Africana para tratar de assuntos referentes ao comitê Econômico e Social. O Brasil, em abril desse ano, apresentou uma proposta oficial à China para a realização de projetos conjuntos de produção de etanol em países asiáticos ou africanos. O que parecia pouco provável tornou-se realidade. Apesar de ter a segurança alimentar no topo de suas preocupações, com 1,3 bilhões de habitantes e temer que a plantação de cana de açúcar reduza a área agricultável disponível para outras culturas, a China aliou-se ao Brasil no projeto de produção de biocombustíveis nas regiões africanas.
A fabricação de etanol em terceiros países faz parte do esforço brasileiro para ampliar o uso internacional do produto e transformá-lo em uma commodity. De acordo com André Amado, o Brasil já tem acordo com os EUA para produção do etanol em sete países da América Central e Caribe e dois da África. Há também, segundo ele, projetos conjuntos com a União Européia e o Japão.
A fabricação de etanol em terceiros países faz parte do esforço brasileiro para ampliar o uso internacional do produto e transformá-lo em uma commodity. De acordo com André Amado, o Brasil já tem acordo com os EUA para produção do etanol em sete países da América Central e Caribe e dois da África. Há também, segundo ele, projetos conjuntos com a União Européia e o Japão.
Esse novo projeto pode ampliar a economia na África e fazê-la destacar-se no cenário internacional. O Zimbábue pretende se tornar o maior produtor de cana-de-açúcar da África, produzindo um bilhão de litros de etanol por ano até o final da próxima década e, consequentemente, exportando o biocombustível para outros países do continente africano. O diretor executivo da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, confirma que o Zimbábue tem potencial para se tornar um dos maiores produtores de cana-de-açúcar no mundo. “Assim como o Brasil, o Zimbábue e a maioria dos países africanos possuem condições agroclimáticas muito boas para a produção de cana,” destaca.
Porém, é fato que a África não tem condições o suficiente manter-se à base de biocombustíveis que requerem muito investimento e suprir mais conflitos, caso o aconteçam. Portanto, é provável que o lucro dos países a realizarem as plantações na região, não será igual ao africano e nem tampouco próximo às dificuldades enfrentadas no continente. A demanda mundial por biocombustíveis está promovendo uma grande disputa por terras aráveis na África com pelo menos cinco milhões de hectares tendo sido comprados por empresas de 11 países, afirma um estudo da ONG Friends of The earth. As companhias, em sua maioria européia e asiática, estão adquirindo terras a baixo custo na África para cultivar cana-de-açúcar, jatropha e óleo de palma. Uma prática que está criando conflitos com as comunidades locais e tirando espaço de plantações de alimentos: “A expansão dos biocombustíveis está destruindo florestas, tirando áreas de cultivo de alimentos das comunidades e incentivando discussões entre povoados que disputam o direito à terra”, explicou Mariann Bassey, ativista da Friends of the Earth. O Relatório afirma que Quênia e Angola teriam recebido propostas para o uso de 500 mil hectares para biocombustíveis e existem planos similares de 400 mil hectares para Benin. Além disso, plantadores de arroz foram forçados a abandonar suas terras para um projeto de cana-de-açúcar na Tanzânia.
Porém, outros estudos sugerem que a expansão dos bicombustíveis não seria ruim, na verdade seria vantajosa para a agricultura africana. Disseram que os biocombustíveis irão impulsionar os investimentos na região e a infraestrutura. Eles afirmaram ainda que haveria um efeito positivo na produção de alimentos e se bem administrados, os projetos de biocombustíveis não destruiriam o meio ambiente.
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