Um relatório recentemente publicado pela ONG Friends of the Earth International criticou duramente a produção de biocombustíveis na América Latina ao sustentar que o rápido desenvolvimento de combustíveis derivados de plantas ameaça a biodiversidade, acelera o desmatamento e dissemina condições trabalhistas precárias na região.
 Ainda que o relatório, intitulado “Fuelling destruction in Latin America“, tenha criticado diversos países latino-americanos, destacou, em especial, a atuação do Brasil – maior produtor de etanol da região - pelas péssimas condições de trabalho dos cortadores de cana e pelo uso extensivo de pesticidas e fertilizantes químicos na produção de biocombustíveis.
 A associação brasileira União da Indústria de Cana-de-açúcar (UNICA) publicou uma nota em resposta às acusações da ONG, na qual alegou que as informações apresentadas no relatório estão descontextualizadas, imprecisas e desatualizadas.
 Marcos Jank, presidente da UNICA, afirmou que o Brasil tem dado passos significativos em direção ao aumento da sustentabilidade da produção de agro-biocombustíveis, pela redução das emissões de dióxido de carbono, criação de novos empregos e desenvolvimento de novas tecnologias. Segundo Jank, a experiência brasileira é a mais antiga e a mais bem sucedida iniciativa em grande escala de produção sustentável e no uso de biocombustíveis no mundo hoje.
Portanto, pode-se considerar o fato de que há a possibilidade de conflitos na África, que não tem estrutura o suficiente para coordenar maiores conflitos, caso venha a concretizar o projeto de plantações de biocombustíveis na região.

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