Mais uma vez, o uso de biocombustíveis com o objetivo de combater as mudanças climáticas gera controvérsias.
 O Comitê de Indústria do Parlamento Europeu está revendo a legislação sobre energia e mudanças climáticas. A presidência européia (França) espera aprovar a revisão antes da próxima Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, sigla em inglês), que será realizada em Poznan, Polônia, em dezembro deste ano.O Comitê aprovou, em 11 de setembro passado, a emenda da atual legislação que determina que, até 2020, deve vigorar o patamar mínimo de mistura obrigatória de biocombustíveis, definido em 10%. A nova proposta mantém a meta de 10%, mas especifica que pelo menos 40% dessa fonte renovável não podem competir com cultivos de alimentos – ou seja, devem ser a base de resíduos ou algas, ou ainda, hidrogênio ou energia renovável.
 Claude Turmes, membro “verde” do Parlamento Europeu e responsável pelas negociações, afirmou que o Comitê de Indústria fortaleceu suas salvaguardas contra os impactos prejudiciais dos biocombustíveis à base de cultivos agrícolas.
 A Associação Européia de Bioetanol alertou, entretanto, que, caso aprovada, a medida do Parlamento colocará em risco mais de cinco bilhões de euros investidos na capacidade produtiva do etanol europeu, assim como os empregos relacionados a tal produção. De acordo com a associação, as rigorosas metas estabelecidas para a eficiência de carbono favorecerão a importação de biocombustíveis – como o etanol brasileiro –, em detrimento daqueles produzidos na Europa.
 Em outubro, o Parlamento Europeu votará a legislação sobre energia e clima, que deverá, em seguida, ser aprovada pelos Estados Membros do bloco. 
Sendo assim, a participação da União Europeia no projeto de plantação de biocombustíveis na África, juntamente com o Brasil e China, pode mudar a qualquer momento.
 

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